JORGE RIZZINI

JORGE RIZZINI

BEM VINDO A ESTE BLOG

Acompanhe a vida e as obras realizadas por Jorge Rizzini em prol do Espiritismo.

Ele nasceu em São Paulo-SP, em 25 de setembro de 1924, numa família espírita.

A partir de 1950, passou a ter uma participação mais ativa no Movimento Espírita.

Empregou as suas habilidades e experiências de escritor, jornalista, radialista, publicitário e médium de psicografia e música mediúnica, para propagar e defender o Espiritismo, ao lado de personalidades como Chico Xavier, Herculano Pires, Yvonne A. Pereira, Deolindo Amorim, dentre muitos outros.

Lançou o primeiro programa espírita "Em Busca da Verdade", na TV Cultura de São Paulo. Publicou a revista "Kardequinho" para o público infanto-juvenil. Produziu diversos documentários cinematográficos sobre fatos e personalidades espíritas. Escreveu livros espíritas importantes sobre Eurípedes Barsanulfo, Kardec, Irmãs Fox e outros, e Herculano Pires. Divulgou as músicas compostas por Espíritos de compositores desencarnados famosos, através de Discos, Fitas Cassete, CDs e Festivais de Música Mediúnica.

Faleceu no dia 17 de outubro de 2008, deixando um legado que desperta admiração, respeito e espírito de gratidão.





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

JORGE RIZZINI E A MARCHA HINO "GLÓRIA A KARDEC"

JORGE RIZZINI E A MARCHA HINO “GLÓRIA A KARDEC”.

Neste mês de outubro, em que os espíritas comemoram o nascimento de Allan Kardec, ocorrido em 03 de outubro de 1804, unimo-nos às comemorações, apresentando o filme feito no Windows Movie Maker, contendo fotos de Allan Kardec e a Marcha Hino “Glória a Kardec”.

A música foi composta pelo Espírito do famoso músico John Philip Sousa. A letra é de autoria do Espírito Manuel de Abreu. A música e a letra foram recebidas através da mediunidade musical de Jorge Rizzini.

LETRA DA MARCHA HINO

Allan Kardec, na Terra foste
Mensagem viva de Jesus!
A tua Obra é luz divina,
Nos ilumina e nos conduz.

Glória a Kardec! Glória! Glória!
O mestre é um novo marco na História!

Kardec deu à humanidade
A prova da imortalidade.
E levantou o véu
Das grandes Leis do Céu!

Kardec, a nossa meta
Está traçada em linha reta:
Fazer com o Senhor
Da Terra um mundo superior!

Fiéis ao sublime ideal,
Prometemos à Espiritualidade:
Viver a Divina Verdade,
E defendê-la com amor total!
(São Paulo, agosto de 1980).

A música é executada pela Banda Sinfônica e Coral da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Este corpo musical gravou a marcha hino e comoveu e arrebatou o público, levando-o ao êxtase, quando a executou magnificamente, na abertura do Festival de Música Mediúnica, realizado no Teatro Municipal de São Paulo, em 1982, e organizado por Jorge Rizzini. A televisão francesa, Canal 1 de Paris, filmou a Banda da Polícia Militar executando a marcha hino “Glória a Allan Kardec”, e a divulgou pelo mundo.

Sobre a autenticidade da autoria dessa obra musical mediúnica, afirmou o senhor Antonio Domingos, Maestro e Comandante do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo:

“Considero um privilégio – uma honra mesmo, reger essa música mediúnica de John Philip Sousa.”

“Eu era criança quando ouvi, pela primeira vez, maravilhado, suas marchas militares. Foi, portanto, por influência dele que ingressei no Corpo Musical da Polícia Militar.”

“Há dois anos passados, fui aos Estados Unidos visitar o Museu John Philip Sousa.”

“Conheço todas as suas músicas e passei parte da vida regendo-as.”

“E agora, como vou aposentar-me, dentro de semanas, considero um prêmio gravar diante das câmaras da TV Globo a sua marcha-hino “Glória a Kardec.”

“É belíssima e tem todas as características de John Philip Sousa”.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

JORGE RIZZINI E O APÓSTOLO DA CARIDADE












JORGE RIZZINI E O APÓSTOLO DA CARIDADE

Fotos: Jorge Rizzini na FEESP em palestra de lançamento de seu livro sobre Eurípedes Barsanulfo; e em seu escritório gravando um depoimento sobre o Apóstolo da Caridade.

Um dos grandes trabalhos realizados por Jorge Rizzini, no campo do Espiritismo, foi a elaboração da biografia, de forma pioneira, de Eurípedes Barsanulfo: o Apóstolo da Caridade (01/maio/1880 a 01/novembro/1918).

Esse trabalho de Rizzini, que revelou a vida e a importância da obra de Eurípedes Barsanulfo para o Movimento Espírita, foi difícil de ser realizado. Exigiu a obtenção de inúmeros depoimentos escritos e gravados e a documentação dos fatos ocorridos.

Vinte e quatro pessoas participaram dos seus esforços, fornecendo informações detalhadas e dados pessoais do espírita famoso de Sacramento-MG, sendo que vinte e duas delas o haviam conhecido pessoalmente.

Jorge Rizzini esteve em diversas localidades colhendo materiais, documentando fatos e reunindo histórias.

Visitou também os lugares freqüentados pelo médium notável para constatar o cenário em que ocorreram os fatos.

Esteve em Uberaba, Rio de Janeiro, Palmelo, Goiânia e São Paulo para entrevistar testemunhas oculares dos feitos e dos acontecimentos relevantes que marcaram a vida e obra de Eurípedes.

A história reunida no livro de Rizzini é emocionante.

A narrativa feita por Rizzini dos acontecimentos em Sacramento é comovente e surpreendente ao registrar:
• Os detalhes da família pobre em que Eurípedes nasceu;
• A alfabetização na escola pública;
• O Colégio Miranda;
• O progresso intelectual e cultural;
• A inauguração da farmácia homeopática para curar os enfermos de famílias pobres;
• O lançamento do jornal “Gazeta de Sacramento”, em 1901;
• A fundação do Liceu Sacramento, em 1902, onde desempenhou o cargo de professor;
• O cargo de secretário ocupado na Irmandade de São Vicente de Paulo;
• A ocupação do cargo de Vereador na Câmara Municipal, em 1902;
• A influência do livro “Depois da Morte”, de Léon Denis, o qual havia ganhado de presente de seu tio Mariano da Cunha Júnior;
• O impacto da primeira sessão espírita na Fazenda Santa Maria;
• O desenvolvimento de sua poderosa mediunidade;
• A conversão ao Espiritismo e a decisão de ampliar a prática dos ensinos do Cristo;
• A doutrinação dos Espíritos obsessores;
• Os ataques dos padres e beatos tentando lançar descrédito sobre a sua pessoa e sobre o Espiritismo;
• A fundação do Grupo Espírita Esperança e Caridade, em 27 de janeiro de 1905;
• A expansão dos trabalhos mediúnicos;
• A fundação do Colégio Allan Kardec;
• A distribuição de gêneros alimentícios para os pobres;
• As curas miraculosas obtidas, chamando a atenção de pessoas da localidade e de outros municípios;
• O debate público com o padre Yague com grande repercussão na localidade, demovendo idéias preconceituosas e caluniosas contra o Espiritismo;
• Os artigos espíritas publicados no jornal “Lavoura e Comércio”;
• O processo-crime sofrido por exercício ilegal da medicina;
• E a gripe espanhola que o levou subitamente a óbito.

Rizzini vai mostrando passo a passo a trajetória do grandioso trabalho realizado por Eurípedes Barsanulfo, em tão curto espaço de tempo, a ponto de seu nome ainda ser lembrado por espíritas e adeptos de outras crenças religiosas, apesar de tantos anos terem se passado após o seu falecimento.

Eurípedes Barsanulfo tornou-se, por seu carisma e por suas obras importantes e inusitadas, um dos mais notáveis vultos do Movimento Espírita.

Essa glória deveu-se não só às lutas difíceis que enfrentou, às obras importantes que realizou, às vitórias marcantes que alcançou e aos rumos novos que deu à prática do Espiritismo; deveu-se principalmente aos exemplos que deixou da prática do amor e da caridade, demovendo de forma marcante preconceitos e rejeições infundadas lançados há tempos contra a Doutrina dos Espíritos.

Dessa forma, Rizzini não só homenageou Eurípedes Barsanulfo, como também registrou de forma perene os fatos impressionantes que lhe deram a merecida posição de destaque que ocupa na história do Espiritismo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

JORGE RIZZINI NA REVISTA UNIVERSO ESPÍRITA

JORGE RIZZINI NA REVISTA UNIVERSO ESPÍRITA As fotos de Jorge Rizzini, apresentadas em seqüência, no filme ao lado, com duração de 1 minuto e 44 segundos, graças ao programa Windows Movie Maker, foram tiradas em setembro de 2005, na redação da Revista UNIVERSO ESPÍRITA, no bairro Pompeia, em São Paulo-SP. Na ocasião, Rizzini concedeu uma entrevista à Ana Carolina Coutinho, que foi publicada na seção Maiêutica da edição 24. Na mesma época, ele estava lançando a nova edição do livro de contos O Regresso de Glória, pela Editora Lachâtre. A Revista UNIVERSO ESPÍRITA documentou esse momento histórico da vida de Jorge Rizzini. Nesta oportunidade, tornou as fotos disponíveis para o Movimento Espírita.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

TRIBUTO DE JORGE RIZZINI AOS PIONEIROS DO ESPIRITISMO




TRIBUTO DE JORGE RIZZINI AOS PIONEIROS DO ESPIRITISMO

Foto 1: Dr. Waldo Vieira, Jorge Rizzini e Chico Xavier, numa foto em que mostra a preocupação de Rizzini em documentar para o Movimento Espírita os feitos dos pioneiros do Espiritismo.

Foto 2: Jorge Rizzini e Chico Xavier, em Nova York, em 1965, em busca do túmulo de Elizabeth Fox, pioneira nas manifestações dos Espíritos.

Foto 3: Capa do livro “Kardec, Irmãs Fox e Outros”.


O Espírito Batuíra, no Capítulo 69: Ante os Pioneiros, do livro “Mais Luz”, psicografado por Chico Xavier, Edição GEEM, nos ensina:

“Aproveitemos o que se tem feito na edificação espírita-cristã, à custa de tanto amor e de tanto sacrifício dos pioneiros de nosso movimento, para seguirmos adiante ofertando o melhor de nós para que se faça o melhor na complementação do serviço de construção da Era Nova, com o Espiritismo conduzindo o pensamento humano para mais altos destinos.”

Jorge Rizzini, em seus extraordinários esforços e serviços prestados à causa espírita, preocupou-se em ressaltar os sacrifícios feitos pelos pioneiros do Espiritismo, revelando amor e dedicação à Doutrina Espírita.

Exemplo disso encontramos no excelente livro intitulado “Kardec, Irmãs Fox e Outros”, publicado pela Editora EME, de Capivari-SP, em abril de 1994.

Entre os “Outros” do título estão: Eusápia Paladino; Senhora Piper; Fernando de Lacerda; Mirabelli; Yvonne A. Pereira; Cléobe Brandão; Patrícia dos Santos; Cornélio Pires; Rafael Gonzeles Molina; Léon Denis; Roger Perez; Augustin Lesage; Bruno Baruca; Joseph Banks Rhine; Humberto Mariotti; Frederico Giannini; e Deolindo Amorim. Além desses valorosos espíritas, aparecem ainda citados nos textos muitos outros pioneiros do Espiritismo.

Esse livro de Jorge Rizzini vai além de uma obra elaborada no conforto de um escritório doméstico. Sua contra-capa registra:

“As pesquisas de Jorge Rizzini na França e nos Estados Unidos em museus, bibliotecas públicas, arquivo de jornais e cemitérios resultaram num punhado de descobertas importantíssimas para a História Mundial do Espiritismo.”

Ainda nas “Notas Introdutórias à Vida Missionária de Allan Kardec, Jorge Rizzini esclarece:

“A vida do Codificador reconstituída por nós é o resultado de pesquisas exaustivas em jornais e livros, nacionais e estrangeiros; e de pesquisas diretas quando visitamos Lião e Paris em 1970 e 1974, a fim de realizar trabalho pioneiro: filmar e fotografar os locais onde viveu Allan Kardec; inclusive, o prédio em que desencarnou e a quadra 44 do cemitério Père-Lachaise, onde se encontram o corpo do Mestre e o de sua esposa, Amelie Boudet.”

“O documentário cinematográfico em cores (feito em 1970) é único em todo o mundo e já não é possível conseguir um outro completo pelo fato de que o prédio onde estava instalado o Instituto Técnico Rivail, na rua de Sèvres, 35, no distrito de Luxemburgo, foi demolido em 1974.”

Dessa forma, Jorge Rizzini, com esse importante livro de sua autoria, graças ao seu trabalho de pesquisador sério, competente e dedicado à causa espírita, levantou as realizações e prestou um merecido tributo aos pioneiros do Espiritismo.

Ainda, exemplificou a importância da documentação dos fatos importantes que ocorreram na seara espírita, para que o legado deixado pelos pioneiros possa ser valorizado e complementado.

Além disso, com esse trabalho formidável, Jorge Rizzini reconstituiu a historia do Movimento Espírita, desde Paris, com Allan Kardec, ressaltando as obras e homenageando grandes vultos que fortaleceram e disseminaram a Doutrina Espírita, abrindo novos rumos para o engrandecimento moral dos homens.

Graças a esse trabalho importantíssimo, os adeptos da Doutrina dos Espíritos contam com um dossiê valioso, que nos permite avaliar os sacrifícios feitos pelos pioneiros que nos legaram as maravilhas dos aspectos religiosos, científicos, filosóficos e morais do Espiritismo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

CONTADOR DE VISITAS AO BLOG

Transferência para esta página do
Contador postado em 23 de março de 2010.






quinta-feira, 17 de junho de 2010

CONTATOS DE JORGE RIZZINI COM O MÉDIUM JOSÉ ARIGÓ


CONTATOS DE JORGE RIZZINI COM O MÉDIUM JOSÉ ARIGÓ


IRACEMA SAPUCAIA RIZZINI REGISTRA SUAS LEMBRANÇAS DOS PRIMEIROS ENCONTROS DE JORGE RIZZINI COM O MÉDIUM JOSÉ ARIGÓ.

Foto: Na foto acima, tirada entre os anos 1965/1966, aparecem Jorge Rizzini e Iracema Sapucaia Rizzini, em frente da casa em que moravam em São Paulo-SP. Essa foto foi extraída da revista italiana OGGI, de 09 de agosto de 1976, que publicou um artigo sobre o médium José Arigó, com o apoio de Jorge Rizzini. Essa reportagem será futuramente reproduzida em português neste Blog, graças à tradução de Fátima Rinaldi, pelo seu caráter histórico para o Movimento Espírita.

Neste artigo, apresentamos a continuação da entrevista realizada com Iracema Sapucaia Rizzini (pedagoga e escritora de livros infantis), buscando registrar em detalhes as contribuições valiosíssimas prestadas por Jorge Toledo Rizzini ao Movimento Espírita.

São recordações de acontecimentos relevantes, que movimentaram o protagonista e o colocaram em ação e em destaque no meio de muitos fatos espíritas marcantes.

Iracema Sapucaia, como participante e testemunha ocular das realizações de Jorge Rizzini, dignou-se a documentar as suas lembranças sobre a atuação impressionante de Jorge Rizzini no meio espírita, produzindo o legado que o notabilizou.

Nesta parte da entrevista, Iracema Sapucaia fala sobre os primeiros contatos do casal Rizzini com o famoso médium José Arigó, com surpreendentes desdobramentos.

José Pedro de Freitas – Congonhas-MG, 18/out/1921 a 11/jan/1971 – era o nome verdadeiro de José Arigó ou simplesmente Zé Arigó. Ele desenvolveu atividades mediúnicas extraordinárias e inimagináveis em sua cidade natal durante cerca de vinte anos. (Fontes: Google e Wikipédia).

GEZIEL: Como Jorge Rizzini conheceu o famoso médium José Arigó?

IRACEMA SAPUCAIA: Quando nos casamos, tínhamos vinte e três anos. Naquela época, morávamos provisoriamente numa pensão no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Depois disso, fomos morar em casa de meus pais, por alguns meses, até que a nossa casa, em Vila Yara, bairro da Grande São Paulo, ficasse pronta.

Eu havia ingressado no Magistério Público Estadual. Então, fomos morar naquele bairro, já com nossa primeira filha, para que eu tomasse posse do cargo. Tanto a casa, quanto a escola eram recém construídas; e os alunos, alguns de origem italiana, eram dóceis e educados.

Foi nesse bairro, porém, que através da água de poço, canalizada diretamente para casa, que adquiri uma doença intestinal de origem bacteriana.

Consultamos os melhores médicos de São Paulo. Eles encontraram a causa da colite, mas não conseguiram debelar a dor abdominal contínua. Foram meses e anos de sofrimento que não passava com nada.

Naquela época, o Jorge conheceu o professor Herculano Pires, o grande jornalista, escritor e filósofo espírita, que o aconselhou a me levar para Minas Gerais, onde, na cidade de Congonhas do Campo, havia um médium realizando proezas.

Rizzini já ouvira falar desse médium através de seus amigos Nelson Pressoto, professor catedrático de farmacologia e Eddie Augusto da Silva, membro da diretoria da Associação Paulista de Propaganda. Eles foram os primeiros a abordarem o fenômeno mediúnico Arigó.

Assim, quando o professor Herculano Pires aconselhou Rizzini a levar-me a Congonhas do Campo, onde morava o médium, ele não teve dúvidas em ir. Então, decidimos partir para essa cidade mineira, porém sem o endereço do médium.

Quando desembarcamos, depois de horas e horas de viagem, não havia ninguém para nos orientar. Então, saímos da pequena estação a procura de um hotel. Mas também não vimos ninguém na rua.

Somente depois de uns vinte metros de distância, vimos um senhor encostado a um muro lendo um jornal. Aproximamo-nos e o Jorge lhe perguntou:

– Por favor, o senhor pode nos dizer onde fica a casa do Arigó?

A surpresa foi enorme. Ele, endireitando-se nos disse:

-Eu sou Arigó.

O nosso espanto foi tão grande que começamos os três a rir. A “coincidência” era flagrante!

Jorge abraçou-o calorosamente. Lá estávamos os dois à frente do “fenômeno”, da maneira mais inesperada possível.

Observei que aquele moço era sorridente, de olhos bondosos, simples na maneira cabocla de falar, porém demonstrando a inteligência de quem sabe o que faz. Parecia ter, no máximo, 40 anos.

E foi assim que o Jorge e eu conhecemos a pessoa que iria revolucionar nossas vidas. Foi assim que tudo começou a mudar.

Geziel: A senhora poderia dar detalhes das mudanças que ocorreram?

À noite, no hotel, encontramos diversas pessoas que estavam hospedadas. Umas com a finalidade de conhecer as obras de Aleijadinho, principalmente as estátuas esculpidas em pedra sabão, representando os apóstolos de Jesus, em frente do mosteiro de São Bom Jesus de Motozinhos; outras, como nós, com o objetivo de consultar o médium Arigó.

Na manhã seguinte, fomos para o local onde Arigó recebia as pessoas. Era uma espécie de dispensa. Havia sacos de mantimentos encostados nas paredes, mas a sala era clara com janela grande.

Vimos o médium rodeado de pessoas e em transe. Seus olhos estavam bem abertos, porém fixos. Pareciam olhos que não podiam enxergar, pois nada refletiam.

Impressionou-nos ouvir as ordens que dava aos doentes:

-“Abre boca”; “levanta cabeça”, “aqui dói?”.

E no caso, por exemplo, do sangue escorrer de uma incisão, ele dizia energicamente:

-“Jesus não quer sangue...”

E o sangue estancava.

Quando chegou a minha vez, o Arigó olhou-me por alguns minutos. Tinha aquela inexpressão de quem “olha sem ver”. Porém, sentando-se em frente a uma mesinha, perguntou-me o que eu sentia. Depois prescreveu uma receita.

Voltamos para São Paulo e compramos imediatamente os remédios. E, à medida que o tempo foi passando, eu digeria melhor a alimentação e as dores intestinais foram amainando até passarem completamente. Eu estava curada!

Foi assim, através dessa circunstância, que eu me curei; mas a parte mais importante das mudanças estava apenas começando.

O fato de eu ter-me curado, despertou em Jorge um interesse tão marcante que comprou uma filmadora. A partir desse momento, começou a viajar assiduamente para Congonhas para filmar as operações mediúnicas realizadas pela equipe de Espíritos, sem assepsia, em ambiente impróprio e com material primário. Eles também davam receituário sob a orientação do Espírito Dr. Fritz. Assustava ver o uso até de um canivete que o “Dr. Fritz” pedia para qualquer pessoa.

“-Quem tem canivete?”. Dizia ele em seu português arrastado!

A mudança interessante foi que, com a minha cura, o Jorge ficou entusiasmado em filmar todas as operações com o objetivo de divulgá-las no meio espírita. Indiscutivelmente, elas reforçavam a tese espírita concernente ao poder da mediunidade. Foi o próprio Dr. Fritz quem autorizou as filmagens.

(A CONTINUAÇÃO DESTA ENTREVISTA SOBRE O FILME DO “CASO ARIGÓ”, SERÁ PUBLICADA EM OUTRO ARTIGO NESTE MESMO BLOG).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

JORGE RIZZINI E O ESPÍRITO DE CASIMIRO DE ABREU


JORGE RIZZINI E O ESPÍRITO DE CASIMIRO DE ABREU



Casimiro José Marques de Abreu nasceu em Capivary (Barra de São João e hoje Casimiro de Abreu-RJ), em 04 de janeiro de 1839, e faleceu em Nova Friburgo-RJ, em 18 de outubro de 1860, vítima de tuberculose.

Após ter ido para Lisboa-Portugal, em 1853, com seu pai, entrou em contato com o meio intelectual e escreveu a maior parte de sua obra.

Em 1857, retornou ao Brasil. Tornou-se patrono da cadeira número seis da Academia Brasileira de Letras. Tornou-se um dos poetas mais populares do Romantismo no Brasil. (Fontes: Wikipédia e Google.)

Do mundo dos Espíritos, o Espírito de Casimiro de Abreu transmitiu aos homens, através da mediunidade de Jorge Rizzini, o magistral poema, abaixo apresentado, intitulado de “O Trabalho dos Guias”.

Esse poema aborda um tema comovente contido nas Questões 489 a 521 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec: os Anjos da guarda e Espíritos protetores.

Os Espíritos superiores disseram a Allan Kardec que “o Anjo da guarda é o Espírito protetor de uma ordem elevada, com a missão de conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições e sustentar sua coragem nas provas da vida”. (Questões 490 e 491.)

Especificamente os Espíritos de São Luís e Santo Agostinho disseram: “Há uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos, por seu encanto e por sua doçura: a dos Anjos da guarda. Pensar que tendes sempre ao vosso lado seres que vos são superiores, que estão sempre ali para vos aconselhar, vos sustentar, vos ajudar a escalar a montanha escarpada do bem, que são amigos mais firmes e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possam contrair na Terra, não é essa uma idéia bastante consoladora? Esses seres ali estão por ordem de seu Deus, que os colocou ao vosso lado; ali estão por seu amor, e cumprem junto a vós todos uma bela mas penosa missão.” (Questão 495.)

Confirmando os ensinamentos dos Espíritos superiores sobre os Anjos da guarda, o Espírito de Casimiro de Abreu colocou em seu poema, de forma magistral, o trabalho de abnegação desempenhado em favor de seu protegido.

A força desse tipo de poema impressionava e encantava o próprio médium Jorge Rizzini. Sua filha Eliana Rizzini nos contou que: “Lembro-me em casa, quando meu pai, no meio de uma conversa à vontade comigo e minha mãe, e que geralmente terminava em algum caso espírita, meu pai declamava alguns versos e dizia: -Não é genial esse verso? Que força! Os espíritos são incríveis!”

“O resgate desses poemas mostra a todos nós, que a vida continua após a morte, com toda a sua força e esplendor, através do depoimento de grandes Espíritos como Castro Alves, Guerra Junqueiro, Casimiro de Abreu e tantos outros. Um grande abraço e obrigada. Eliana.”

O TRABALHO DOS GUIAS

Poema do Espírito de Casimiro de Abreu
Psicografado por Jorge Rizzini.

Quando sentires da tristeza o véu
Cobrir-te a alma a soluçar de dor,
Tudo perdido, as esperanças mortas,
A vida escura sem nenhum calor...

Quando sentires, nessas noites longas,
Que a tua alma em sofrimento atroz
Perdeu o rumo, como perde o barco
Por entre a onda em vendaval feroz...

E na amargura em que tu te consomes
Ninguém te ajuda, nem um peito só;
E quando vires que os amigos falsos,
Inda te cobrem de mais lodo e pó...

É nesse instante que na escuridão
(Anjo celeste que enviou Jesus!)
Alguém o pranto que teus olhos vertem,
Aflito enxuga irradiando luz!

Anjo da Guarda de bondade imensa,
Cuja missão é dirigir-te o passo,
Contigo sofre porque não o ouviste,
E te atiraste ao traiçoeiro laço!


Oh! Quantas vezes! Quantas vezes! Quantas!
Tu, fascinado com a ilusão do mundo,
Ouviste o Anjo segredar baixinho:
"Foge depressa, que o abismo é fundo!"

Cumpre este Anjo sob a Luz do Cristo
Missão sublime que lhe deu Maria:
A de velar-te - não importa a hora,
Seja de noite, madrugada ou dia!


Quantas virtudes seu trabalho exige
Para realizar-se em teu escuro mundo:
Dedicação, que nem as mães possuem!
A humildade e um amor profundo!

Nos manicômios, no asilo ou creches,
Nos hospitais ou nas prisões cruéis,
Todos que sofrem nunca estão sozinhos,
Nem mesmo as moças dos fatais bordéis!

Por que não tentas conversar com o Guia?
Ouvi-lo podes através da mente!
E Anjo da Guarda tem visão do Cosmos!
E vê além deste viver presente!


Assim fazendo, encurtarás as provas
Que se acumulam no passar do dia;
Adeus tristezas, sofrimento, tédio!
Ouve inda hoje a sábia voz do Guia!

Poema obtido no blog http://sorriso.mforos.com